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Qual a maior lição de amor que a fotografia pode dar e que nunca foi revelada?

Atualizado: 30 de Abr de 2019


Não, vocês não me verão afirmar, como muitos, que a fotografia sempre foi uma paixão na minha vida. Paixões são efêmeras, alguém discorda? A fotografia, em mim, veio para ficar.

É meu amor maduro, consciente, equilibrado. Isso, porém, não significa um sentimento carente de emoção, muito menos de intensidade. Pois então, vou te revelar um segredo:

Ao final dessa postagem uma surpresa espera por você. Acomode-se confortavelmente e siga lendo com atenção. Eu garanto que valerá a pena.


Minha formação é jurídica. Pois é, tentei tornar-me uma advogada feliz e realizada durante muitos anos. Não consegui. Não consegui trabalhar bem com a dor e a aflição do outro ser humano. Insisti muito, até que depois de um tempo, essa dor passou a ser também a minha dor. O estresse e a ansiedade me fizeram desenvolver um transtorno que me impediu, inclusive, de sair de casa.


Como terapia, dentre outras tantas coisas, me foi indicado começar a fotografar os meus dias. Eu que nunca havia manipulado uma câmera senão a do celular, desajeitadamente, obedeci às prescrições médicas. E assim tudo começou. De mansinho, com muita cautela, permitindo devagar uma aproximação que se transformaria no meu melhor remédio, na minha completa cura. Sim, a fotografia me salvou … da tristeza, da insatisfação, da ausência de sonho. Hoje eu fotografo para mostrar que o mundo que eu gostaria de viver, existe. A câmera passou a ser o meu instrumento. Através dela eu consigo dar uma razão a tudo que antes me rodeava, sem sentido. E talvez, por isso, minha fotografia seja um convite a celebrar. Abrir sua imaginação, trazer emoção.


As crianças são as que mais rápido aceitam o meu convite, fato para mim, de pura fascinação. Minha câmera me lembra dia após dia que eu estou aqui para fazer exatamente o que faço hoje, do contrário, teria esquecido um dos meus maiores motivos para ser feliz. Fotografar para mim é me imaginar poderosa. É sonhar que através das minhas lentes eu consigo segurar o tempo, consigo tornar importante um pequeno detalhe, uma determinada cor, sombra ou luz.


É mágico saber que o mesmo “remédio” que me curou, me dá hoje a chance de observar cada segundo da vida pela sua forma mais bela. Tento fazer com que minha fotografia sirva de testemunho da história que se constrói quando o clique é disparado. E deixo para os espectadores o encanto de ler essas histórias para muito além do pouco que consigo descrever.

Maria Clara e Ana Luiza são primas. Doces crianças que conheci no cerrado brasileiro. Goiás possui cenários que encantam, cheios de magia e pujança. A sincronia entre as duas foi instantânea. Estavam adorando a novidade da troca de figurinos e acessórios e conversavam sobre aquela viagem como princesas na floresta que desconfiavam ser encantada. Não precisaram de direção, deixei que caminhassem livres e fossem as princesas que sonhavam. Todo o resto ao redor completou a tela de cores e beleza. A mim coube manter-me afastada e buscar o melhor ângulo, sem interferir na atmosfera de fantasia.


Ursos e crianças ja nasceram amigos.

Quando apresentei Ted, meu maior urso do estúdio, a Nicolas, percebi o quanto essa afirmativa era verdadeira.


Os abraços e a camaradagem daquele garotinho de apenas dois anos para com um enorme

brinquedo de pelúcia tinha o poder de torná-lo quase real. O ensaio foi um convite ao sonho. Os mais novos amigos se mantiveram inseparáveis por todo o passeio no parque.


Meu trabalho foi puro prazer e a direção voltou-se para mim mesma: mais uma vez tornar-me invisível aos olhos das crianças que fotografo para jamais correr o risco de ser responsável por quebrar tamanho encantamento.

Com Manuella foi formosura à primeira vista. Ela demonstrava ao mesmo tempo uma experiência e uma inocência que me fascinaram. O ensaio foi um prato cheio de inspiração.

O jeito único e especial daquela menina de apenas oito anos para "entrar no clima"; e sua tamanha espontaneidade fizeram com que a realidade desse lugar à fantasia e ao sonho num piscar de olhos.


E o imaginário das histórias infantis serviu de pano de fundo para que princesas retiradas de

lendas se juntassem rapidamente ao contexto.


Crianças geralmente são imprevisíveis, essa imprevisibilidade é a parte que mais me atrai no trabalho que faço com elas. Não gosto que as crianças posem para mim. Quero-as a vontade, livres para sonhar, livres para criar.


Não há nada mais adorável que ótimas fotos de crianças que aceitaram embarcar no mundo

encantado que visitaremos juntas.


Hoje, diferente do passado, o que levo para casa ao fim de cada dia de trabalho me alimenta de esperanças, me renova o corpo, a mente e me devolve a capacidade de enxergar beleza em todas as etapas da minha trajetória. E, com o desejo enorme de conhecer mais e mais protagonistas de tão sonhada realização profissional, decidi montar uma exposição com o tema. Nada mais justo do que compartilhar com papais e mamães toda essa minha felicidade.


Sim, você acertou! É isso!


Para aquele que chegou até aqui, saiba que seu filho poderá ganhar um ensaio!!!

Vou fazer uma seleção para proporcionar a algumas crianças a experiência de fazer uma sessão de fotos cheia de encantos, ser meu modelo por um dia, participar da exposição e ainda ganhar a melhor foto desse ensaio, ao final.


Estou contando os dias para conhecer cada criança, cada família. Vamos sonhar juntos e registrar momentos de muita emoção onde o seu filho(a) será aquele que nos presenteará com toda essa magia.

Copyright Andrea Brêtas Fotografia 2017. Professor Stroele 428 bloco IV - Salas: 310/311 - Quarteirão Brasileiro | Petrópolis-RJ Tel.: 24999643966